Para pensar as ocupações

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Nas últimas semanas, acompanhamos diversas ocupações de escolas e universidades brasileiras. Durante a nossa programação, iremos discutir o espaço da universidade pública como campo de disputa política. A conversa contará com a participação de Maria Eduarda Rocha, professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Yvana Fechine, professora do Departamento de Comunicação Social da UFPE; Chico Ludermir, jornalista e mestrando em Sociologia; Dandara Luísa Alves, integrante do laboratório de Estudos em Sexualidade Humana. A professora Maria Eduarda Rocha escolheu algumas obras que podem ajudar a pensar este momento político, educacional e social que estamos vivendo. Confira:

Aos nossos amigos – Crise e Insurreição (2016). Comitê Invisível. São Paulo, n-1 edições.

Que crise é esta que já se arrasta há anos, que migra e ressurge cada vez com um nome ou motivo diferentes? Que insurreições são estas que tomam as ruas? Quem são estes que já não toleram mais os impasses do presente? Numa análise provocativa e instigante, o Comitê Invisível — grupo anônimo de pensadores e ativistas sediados na França — convoca a todos para pensar sobre o caráter movediço do poder na atualidade e sua complexa rede de infraestruturas.

Cidades Rebeldes (2013). São Paulo: Boitempo, Carta Maior.

Participam dessa coletânea autores nacionais e internacionais, como Slavoj Zizek, David Harvey, Mike Davis, Raquel Rolnik, Ermínia Maricato, Jorge Souto Maior, Mauro Iasi, Silvia Viana, Ruy Braga, Lincoln Secco, Leonardo Sakamoto, João Alexandre Peschanski, Carlos Vainer, Venício A. de Lima, Felipe Brito e Pedro Rocha de Oliveira. Paulo Arantes e Roberto Schwarz assinam os textos da quarta capa. Além de analisar a conjuntura política e social, o livro pretende contribuir com o debate iniciado pelo Movimento Passe Livre (MPL) – que também participará com um artigo -, ajudando a consolidar suas bases teóricas e práticas. Os principais temas abordados são o direito ao transporte público e à cidade, a violência nas manifestações, partidarismo, luta política e democracia.

 

Occupy – movimentos de protesto que tomaram as ruas (2012). São Paulo: Boitempo, Carta Maior.

A memória coletiva marcará 2011 como o ano em que as pessoas tomaram as ruas de diversos países em uma onda de mobilizações e protestos sociais: um fenômeno que começou no norte da África, derrubando ditaduras na Tunísia, no Egito, na Líbia e no Iêmen; estendeu-se à Europa, com ocupações e greves na Espanha e Grécia e revolta nos subúrbios de Londres; eclodiu no Chile e ocupou Wall Street, nos EUA, alcançando no final do ano até mesmo a Rússia. Das praças ocupadas por acampamentos às marchas de protesto nas avenidas das principais metrópoles, emergiu uma consciência de solidariedade mútua que resultou em toda sorte de material multimídia sobre o movimento na internet, amplamente compartilhado nas redes sociais.

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